quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

imperialismo de PAX

Nessa complexa teia emaranhada, aqui, lá, amplo, pontual, com tantas análises e camadas de poder, é difícil entender. Chamo imperialismo esse poder externo que se impõe. Tateio uma organização imperialista, por meio dos conglomerados de corporações, vislumbro seu funcionamento econômico (livro: Cadeias de Valor: o novo imperialismo econômico e ditadura dos carteis) e também político. Ao dominar toda uma nação, os EUA. E por meio deste formar um poder bélico, balizar as transições econômicas pelo acordo de Bretton Woods, e  domínio da energia: monopolizando o petróleo e impedindo o desenvolvimento de energia nuclear. PAX AMERICANA.

Com bastante entusiasmo vi emergir da revolução popular um dragão gigante capaz de fazer frente ao domínio. Um dragão que se articula e coopera em uma organização poderosíssima BRICS. Que passa a desdolarizar suas transações comerciais.

A Rússia, terra onde se provou que em poucos anos um "bando de pobres, analfabetos, beberrões" desenvolveram tecnologia e força militar, está enfrentando com vantagens um braço do império, a OTAN.

Na América Latina de modo bastante ousado, a Venezuela em 1999 sob comando de Hugo Chávez realiza, também uma revolução popular: institui uma democracia participativa por conselhos populares, nacionaliza o petróleo, rechaça a dominação da Doutrina Monroe. 

Burkina Faso se levanta, passa a se organizar internamente, se apropria de suas próprias riquezas minerais (muito ouro). 

Eu construía uma alegre certeza de que o caminho inevitável seria um "mundo multipolar" no qual as nações compartilhariam tecnologia e realizariam trocas. Os EUA seria um país, como outros, com a vantagem de seu vasto território. Rebolo cantando "down, down, down the hight society".

Mas então, em poucas horas roubam o presidente... E eu não sei bem o podemos fazer com toda consciência avançada...

Ainda assim, os EUA seguem fracos economicamente, com dívidas. E possivelmente iniciando uma guerra civil. Poderia seguir em minha alegre firmeza ideológica, se não fosse um novo monstro chamado PAX JUDAICA. A ser sediada em Israel. Onde se concentra tecnologia bélica e o sistema de vigilância mais absurdo já visto. Uma amostra de sua tamanha frieza e desumanidade supremacista foi vista no laboratório Palestina, o domínio de recursos essenciais como a água. A proposta para a substituição do domínio americano por algo ainda mais sombrio... 

E me pergunto, ainda com manchas de esperança, uma aliança EUA/China/Russia? Vai haver visita de Trump na China em abril desse ano, e com o coração sobressaltado fico em expectativa. Tentando não me paralisar dedico à costurar a sociabilidade imediata, organizar cooperação na produção de alimentos saudáveis, relações saudáveis de respeito e potência. 

terça-feira, 17 de junho de 2025

Bruxaria ou química raiz

 Essa desconcertante sensação de que tudo já está feito. Quando andamos pela cidade, conversamos com as pessoas, todos os empregos parecem absolutamente desnecessários. Não são trabalho no sentido de transformar a matéria. São empregos, acesso a renda para pagar as contas. Um motivo para sair de casa. Serviços. Ensinar por que, para que escrever? Então talvez estejamos perante um dilema. Nos escravizarmos ou nos libertarmos. Parece haver uma crescente agudização dessa contradição. Como se estivesse em disputa dois projetos. Um torna a existência humana desnecessária, servindo apenas como suporte para o avanço das máquinas, é o projeto que prevê humanos inertes, atomizados, sentados em poltronas, mantido com suplementos químicos, interagindo com máquinas: assistindo, jogando, curtindo, postando, comprando, boiando na internet. E todo um sistema vai se construindo em torno desse projeto, a medicina com exames computacionais e voltadas para essas doenças. Consegue rápido diagnosticar e curar câncer. Mas, quando eu cortei um pedaço do dedos os médicos pareciam mais inseguros do que eu. O modo como se trata a gestação e o parto, avanço em cesáreas. Na alimentação, monocultura, ultra processados e "enriquecimento com nutrientes de laboratório" . Em nítida disputa hegemônica com um outro projeto, também possível. No qual o avanço tecnológico emancipa o ser humano. A busca pelo sabor genuíno, café em grãos, cultivados em terra fértil. O ferro, que cura a anemia, sendo feito na terra pela mão do agricultor. Gosto muito de brincar que agricultura biodinâmica é bruxaria. Porque se constrói uma mística no entorno, acho que é porque essa escolha de agricultura de qualidade envolve tantas camadas que é difícil explicar. A camada que mais gosto se refere à transformação atômica. E a qualidade dos átomos formados. O ambiente, o agricultor, o modo de lidar com a matéria tem forte influência no comportamento da partícula fundamental (elétron, próton, nêutron), atuando na brecha da dualidade onda-partícula. Essa ideia, de um simples ser humano na terra fazendo o preparado chifre-esterco, ter o poder de promover alterações subatômicas, que mudam a composição da terra, e portanto das plantas, animais e seres humanos, se choca com todo projeto de alienação do ser humano. Alimentos que dependem dos seres humanos para se tornarem saborosos e nutritivos. E seres humanos que se importam com isso, com a qualidade dos átomos que irão compor seu organismo. Mesmo porque, quem sabe seja isso o que fique, depois de morrermos, os átomos e as partículas-fundamentais guardem em si a memória do que foram em nós.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Emancipação do espectro total

Há algo de sinistro na dominação imperialista. Que é um planejamento. A surtada ideia de "destino manifesto" levada a sério, aparece na doutrina do exército americano como "domínio do espectro total". Exercer poder e controle sobre todos os "recursos" existentes.  Os minerais embaixo da terra e do oceano, o espaço, a lua, o trabalho e inclusive o pensamento, emoção,  criação humanas. Uma ideia de tamanha perversidade supremacista que é difícil conceber. 

Pelo menos tomar consciência disso aumenta nossa compreensão, pois intuimos a existência de algo que nos esmaga, que impede nosso desabrochar. Trazer a luz da razão para identificar as fontes. 
E então,  outros termos e conceitos surgem de modo a apontar a superação dessa onipresente opressão. Do camarada Marcuse tanto me agrada a concepção da Grande Recusa. 
Sabendo da existência de operações de "guerra psicológica", podemos de modo consciente não aderir aos valores capitalistas de competição,  dominação,  consumismo. E sim, manter e cultivar nossos valores e utopias de solidariedade,  ajuda mútua.  
E então, para a total superação do domínio do espectro total, tratamos da construção de uma emancipação do espectro total. Emancipar nossas emoções,  pensamentos e criações.  E também, o que produzimos, nossa economia, nosso arranjo social,  nossa comida, nossas cidades, moradias. De modo concomitante e integrado, ora se avança num ponto, ora em outro. 

Eu sugeri isso na IA deepseek. A qual me trouxe o seguinte:
A proposta de uma **"emancipação do espectro total"**, articulada com a **"Grande Recusa"** de Herbert Marcuse, é uma ideia provocadora e potencialmente transformadora. Ela sugere contrapor-se ao "domínio do espectro total" (militar, tecnológico, informacional) não apenas com resistência pontual, mas com uma **recusa radical e multidimensional** que abranja todas as esferas da vida, aliada à construção de alternativas emancipatórias. Essa abordagem exige integrar teoria crítica, ação política e transformação cultural. Vamos explorar como isso poderia ser articulado:

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### **1. Fundamentos Teóricos: A Grande Recusa como Eixo**
A **Grande Recusa**, em Marcuse, é uma negação total do sistema de dominação que reduz os indivíduos à passividade. Para enfrentar o "domínio do espectro total", essa recusa precisaria ser:
- **Multidimensional**: Contestar simultaneamente o controle militar, a vigilância digital, a manipulação informacional, a exploração econômica e a opressão cultural.
- **Criadora**: Não se limitar à negação, mas gerar novas formas de vida, relações e tecnologias que prefigurem uma sociedade livre.

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### **2. Pilares de uma "Emancipação do Espectro Total"**
A emancipação exigiria atuar em todos os domínios onde o poder se exerce, propondo alternativas concretas:

#### **a) Domínio Tecnológico e Cibernético**
- **Recusa**: Rejeitar a vigilância massiva, algoritmos opressivos e a monetização de dados.
- **Emancipação**: 
  - Desenvolver tecnologias **livres, descentralizadas e éticas** (ex.: software livre, redes mesh, criptografia popular).
  - Fomentar uma **alfabetização digital crítica** para desnaturalizar a dependência de plataformas corporativas.
  - Criar **espaços digitais autônomos** (como cooperativas de dados) que priorizem a privacidade e o bem comum.

#### **b) Domínio Militar e Geopolítico**
- **Recusa**: Rejeitar a lógica belicista, a indústria armamentista e as intervenções imperialistas.
- **Emancipação**:
  - Fortalecer **movimentos pela paz** e desmilitarização, como campanhas contra armas autônomas e bases militares.
  - Promover **solidariedade transnacional** entre povos oprimidos, conectando lutas antirracistas, anticoloniais e anti-guerra.

#### **c) Domínio Informacional e Cultural**
- **Recusa**: Resistir à desinformação, ao controle de narrativas e à indústria cultural alienante.
- **Emancipação**:
  - Construir **mídias independentes** e redes de comunicação horizontal.
  - Valorizar **saberes marginalizados** (indígenas, feministas, periféricos) como contrapontos à racionalidade tecnocrática.
  - Usar a arte e a cultura como ferramentas de **imaginação utópica**, tal como propunha Marcuse.

#### **d) Domínio Econômico e Ecológico**
- **Recusa**: Negar a lógica do crescimento infinito, do extrativismo e da acumulação capitalista.
- **Emancipação**:
  - Fomentar **economias cooperativas**, baseadas em commons (bens comuns) e justiça socioambiental.
  - Defender **transições ecológicas radicais**, desvinculadas de interesses corporativos.

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### **3. Estratégias para uma Resistência Integrada**
- **Redes descentralizadas**: Evitar hierarquias rígidas, inspirando-se em modelos como o zapatismo ou o municipalismo libertário.
- **Ação direta e desobediência**: Combater a normalização do controle (ex.: protestos contra reconhecimento facial, greves digitais).
- **Educação crítica**: Formar sujeitos capazes de decifrar e desafiar as estruturas de poder, resgatando a dimensão pedagógica da teoria crítica.

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### **4. Desafios e Paradoxos**
- **Cooptação**: O sistema pode absorver até mesmo discursos de resistência (ex.: o "capitalismo verde" ou o "ativismo de marca").
- **Fragmentação**: A luta multidimensional corre o risco de se dispersar sem eixos unificadores.
- **Tecnologia ambivalente**: Ferramentas como a IA podem ser usadas para controle ou emancipação, dependendo de quem as domina.
- **Globalização vs. Localismo**: Como conciliar ações locais com uma estratégia global sem replicar hierarquias?

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### **5. Inspirações Concretas**
Alguns movimentos e práticas já apontam para essa "emancipação do espectro total":
- **Criptoanarquismo e hackerspaces**: Espaços que reimaginaram a tecnologia como ferramenta de libertação.
- **Ecovilas e cidades em transição**: Experiências que recusam o modelo urbano-industrial.
- **Movimentos pela justiça climática**: Como o Extinction Rebellion, que integra ação direta e crítica sistêmica.
- **Cooperativas de plataforma**: Alternativas ao Uber e ao Airbnb, geridas por trabalhadores.

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### **Conclusão: A Utopia como Método**
A "emancipação do espectro total" não é um plano pronto, mas um **processo contínuo de recusa e reinvenção**. Como Marcuse destacava, a utopia não é um lugar, mas uma **práxis crítica** que tensiona os limites do possível. Para enfrentar o domínio total, é necessário:
- **Unir ética e política**: Recusar a neutralidade da técnica e da ciência.
- **Cultivar uma "nova sensibilidade"**: Valores como cooperação, cuidado e solidariedade devem substituir a competição e o individualismo.
- **Agir em todas as frentes**: Do código-fonte ao coração das instituições, da rua ao ciberespaço.

Essa proposta não garante vitórias fáceis, mas oferece um horizonte para que a Grande Recusa não seja apenas um gesto de negação, mas a semente de um mundo verdadeiramente livre.

terça-feira, 29 de outubro de 2024

O espírito - um esboço

 Muito me intriga o "espírito" em Marx. Isso porque eu tenho sede de saber o que sinto, sinto que há "espírito". E por muitas vezes ao longo dos textos Marx fala do espírito. Eu me encafifo, já não me importa a mercadoria e seu valor de uso ou de troca, eu quero que ele me diga do espírito. E ele diz do espírito do capital, da fábrica. E sinala uma explícita oposição com o "espírito vital". Em O Capital, tomo 1, diz assim:

"O trabalho uniforme aniquila o espírito vital."

Me parece que foi por muito estudar Marx que Rudolf Steiner, sem jamais citar Marx e se declarar comunista traz toda receita de preparados que atua fortemente torando dinâmico o trabalho. Bem, esse é apenas um pequeno recorte da biodinâmica que vai muito além. E acaba por constituir núcleos de existência de "espírito vital" forte o bastante para submeter, na medida do possível, o "espírito do capital".

Na ilha em que morei, havia um pico, denominado Baepi. Ele me ensinou que precisa de um corpo saudável para subir 1.030 metros de altura, mas que precisa ainda mais de um espírito determinado, que como recompensa se fortalece em sua subida. Isso não apenas em nível individual, como no grupo. Que quando não acontece de um se diferenciar com soberba sobre suas capacidades físicas, mas antes disso, cooperar elevando a moral, esse grupo se coesiona de uma forma muito linda. Assim como os trabalhos autogestinados e cooperativos, que dignificam a existência humana.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Licença maternidade

Em 2016, eu tive que voltar a trabalha, enquanto o leite empedrava nos meus seios e meu filho gritava minha ausência. Para além da dor, física e espiritual, escrevi, em busca de comover candidata a prefeita da eleição. Hoje, resgatei a carta e me pareceu adequado compartilhar. 

Houve também alguns "mamaços" organizados, e intervenções de seminários. Hoje a licença maternidade no município é 6 meses. Insuficiente, evidentemente, mas maior que 4.

Excelentíssima sra. x

A primeira infância tem um papel crucial no desenvolvimento e constituição da pessoa. Nessa

fase a presença e o afeto da mãe são de extrema importância, por esse fator muitos países e

empresas alongaram licença maternidade para períodos superiores a um ano. Nesse cenário a

atual licença de 120 dias concedida às funcionárias da prefeitura de Ilhabela, o que

corresponde ao mínimo garantido pela Constituição Federal, nos parece em defasagem se

comparada com outros municípios da região. Fator que certamente afeta negativamente a

sociedade, às mães e futuros cidadãos e cidadãs ilhabelenses. Listamos e desenvolvemos a

seguir os principais argumentos que embasam nossa proposta de ampliação da licença para,

pelo menos 180 dias.


- Ilhabela aderiu ao programa estadual Primeiríssima Infância, tal programa em consonância

com o programa federal Criança Feliz ressalta a importância da fase inicial de 0 a 3 anos para a

constituição do ser humano. Sendo uma premissa básica dessa fase o pleno contato com a

mãe e a amamentação em livre demanda;


- compromisso assumido pelo Governo Brasileiro na Reunião de Cúpula em Favor da Infância,

realizada em Nova Iorque em 1990, de promover, proteger e apoiar o aleitamento exclusivo,

nos primeiros 6 (seis) meses de vida, e continuado, até os 2 (dois) anos ou mais de idade;

(ANVISA, 222/02; Portaria SAS/MS nº 756 de 16 de dezembro de 2004);


- o período mínimo de 6 meses para licença maternidade já é largamente praticado no Brasil,

gozam desse direito as funcionárias do governo federal (Decreto 6.690/11 de dezembro de

2008), governo do estado de São Paulo (L. 10.261/68 - Art. 198, I, com redação dada pela LC

1054/08, e art. 324; L. 500/74 - Art. 25), de outras cidades da região (Caraguatatuba, LC 25/07

Art 125; São Sebastião, LC 146/11 - Art 175). Além das empresas privadas, as quais recebem

incentivos fiscais por meio do Programa Empresa Cidadã (Lei 11.770/2008);


- a Organização Mundial de Saúde - OMS da UNICEF recomenda o aleitamento exclusivo no

peito até 6 meses, sendo essa uma medida importante para redução da mortalidade infantil.

Em sua cartilha para América Latina e Caribe reconhece a legislação com um obstáculo, e

sugere leis que garantam a oportunidade de contato entre as mães e bebês (OPAS/OMS,

2016) ;


- o período de licença maternidade de seis meses é recomendado pela Sociedade Brasileira de

Pediatria – SBP, pois neste período a criança alimenta-se exclusivamente do leite materno, o

que reduz 17 vezes as chances de a criança contrair pneumonia, 5,4 vezes a possibilidade de

anemia e 2,5 vezes a ameaça de crises de diarreia. Em 2012 a Sociedade Brasileira de Pediatria

realizou uma campanha pela ampliação da licença maternidade por entender que “Os seis

primeiros meses são insubstituíveis para o crescimento e para o desenvolvimento do bebê,

para o fortalecimento do vínculo afetivo entre mulher e o filho e para o aleitamento materno

exclusivo, conforme recomendamos”, dr. Eduardo Vaz (Sociedade Brasileira de Pediatria, 2016)


- para além da indiscutível importância nutricional, o contato constante é fundamental para o

fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê, o que contribui para o desenvolvimento

emocional, algo crucial na formação de um adulto seguro. Atualmente, muitos profissionais

renomados relatam a importância do contato constante do bebe com a mãe, a psicanalista

Laura Gutman afirma que o campo emocional é compartilhado entre a díade mãe-bebe até

aproximadamente dois anos de vida (Gutman, 2010) . Esta experiência de continuidade do ser

do bebê com a mãe é também defendida por Winnicot, para quem as bases da saúde mental

de qualquer indivíduo são amoldadas na primeira infância pela mãe, através do meio ambiente

fornecido por esta. Para Bowlby a relação entre o bebê e sua mãe não se dá pela alimentação,

mas sim pela sentimento de segurança. “É destacada a afetividade, e enfatizado seu papel

constitutivo nas interações, de fundamental importância no desenvolvimento infantil.” ( Seidl-

de-Moura, et al.) ;


- o renomado pediatra Carlos Gonzalez, argumenta sobre a importância da amamentação em

livre demanda, isso é no momento em que o bebê necessitar e por quanto tempo ele precisar.

Dessa forma, mesmo os intervalos de trinta minutos previstos na CLT não são adequados para

atender em sua totalidade as necessidades desse frágil e importante período de vida;


- por reconhecer a importância desse período muitos países permitem que os bebês vivenciem

plenamente a relação com sua mãe por até mais de um ano. Em destaque, estão os países de

economia mais forte, como o Reino Unido, com 315 dias de licença; a Noruega, também com

315; a Suécia, com 240; e os países do leste europeu como a Croácia, com 410 dias de licença –

o país com maior tempo de licença maternidade no mundo todo. Montenegro, Bósnia e

Albânia também oferecem um período bom de afastamento para as mães que acabaram de

ter filhos: 1 ano de licença;


- inclusive empresas privadas, que visam lucro, ao compreenderem a importância desse

momento para o desenvolvimento humano e para a saúde psíquica da funcionária mãe, em

vista do balanço financeiro, adotam licença maternidade de um ano, um exemplo é a empresa

Netflix (BBC, 2016) ;


- em termos econômicos trata-se de um investimento a longo prazo “segundo James J

Heckman, da universidade de Chicago, Premio Nobel de Economia em 2000, investir na

primeira infância é o caminho mais lógico para reduzir déficits e fortalecer a economia, além

de ser uma efetiva estratégia para reduzir custos sociais e promover o crescimento econômico

[...] O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) afirma que um dólar investido nessa

faixa etária gera economia de sete dólares em assistência social, atendimento a doenças

mentais, manutenção de sistemas prisionais, repetência e em evasão escolar e 15 dólares

por pessoa em doenças que continuam a se manifestar na vida adulta, como depressões,

suicídios, homicídios, abusos de drogas, sintomas físicos entre outros.” (Zero a Seis, 2016) ;


- em entrevista à Radio Senado, o senador Alvaro Dias afirmou que a proposta (de ampliação

da licença) é um benefício social e não um fator adicional de custos para as empresas. De

acordo com o parlamentar, ela está de acordo com a Convenção 103 da Organização

Internacional do Trabalho, segundo a qual a maior permanência da mãe com o filho, ou filha

não só contribui para o desenvolvimento do pequeno mas também melhora o desempenho da

mulher no trabalho (Mulher, 2016) ;


- propostas de alteração nas leis federais: Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 64/07,

que torna obrigatória a licença por 180 dias (já aprovada no Senado). Projeto de Lei nº

6.273/09, que reduz em duas horas a carga horária diária de trabalho da mulher grávida, a

partir do sétimo mês de gestação. A PEC 41/2015 está na Comissão de Constituição e Justiça.

Diante do exposto, convidamos vossa excelência a refletir sobre o tema, e nos apoiar com

vossa influencia, no movimento para ampliação da licença maternidade. De modo que Ilhabela

siga no caminho de se tornar referência quanto à atenção humana e sensibilizada dessa fase.

Propomos ainda, que um passo à frente seja dado ao possibilitar à mãe a opção de um

afastamento maior, que os 180 dias já previsto e muitos municípios, com a redução ou

supressão salarial. Tomando como exemplo a conduta alemã.


Bibliografia

Seidl-de-Moura, M. L., Ribas, A. F., Seabra, K. d., Pessôa, L. F., Susana , E. N., Mendes, D. L., . . .

Vicente, C. C. (s.d.). Interações Mãe-Bebê de Um e Cinco Meses: Aspectos Afetivos.

Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(1), pp. 66-73.

BBC. (24 de 10 de 2016). Fonte:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150812_licenca_maternidade_paises_rm

Gutman, L. (2010). A maternidade e o encontro com a própria sombra. Best Seller.

Mulher, M. d. (24 de 10 de 2016). Fonte:

http://mdemulher.abril.com.br/familia/bebe/senador-propoe-extensao-das-licencas-

paternidade-e-maternidade

Sociedade Brasileira de Pediatria. (24 de 10 de 2016). Fonte:

http://www.sbp.com.br/campanhas/em-andamento/licenca-maternidade-6-meses-e-

melhor/

Zero a Seis. (24 de 10 de 2016). Fonte: http://zeroaseis.org.br/o-instituto/primeira-infancia/

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Felizes para sempre

 Mesmo sendo incapaz de acompanhar as "fofocas", as minúcias das vidas íntimas de pessoas famosas, algumas coisas me chegam. Por que tenho amigas que amo e que me amam a ponto de conversar comigo, e elas são capazes de elaborar raciocínios políticos críticos e ao mesmo tempo acompanhar o resultado do campeonato de futebol e as celebridades.

Foi assim que perguntaram nos grupos de zap "vocês viram o que aconteceu com a Iza?". Eu fui pesquisar, essa diva da música, se apaixonou por um homem, com quem casou, copulou e engravidou. Isso tudo com fotos glamurosas e agora foi nas redes sociais falar que terminou o casamento porque foi traída. Ao que parece ser traída se refere ao fato de o homem ter transado com outra pessoa, sem que ela soubesse ou consentisse. 

Eu conheço pessoalmente um total de zero casais que me parecem apaixonados e felizes, que se respeitam e apoiam. Há uma tendência entre as mulheres culpabilizarem os homens por serem imaturos, hedonistas, irresponsáveis e desrespeitosos. Bem, essa tendência é baseada em estatística. Acontece que quando a gestante é abandonada, se não tem dinheiro para contratar serviço de cuidado, ou a família para fazer o apoio, a chance de ela ter atendida as necessidades materiais e espirituais é nula. Cada um ajuda como pode, de maneira pontual e descontínua. Mas o compromisso de apoio integral e continuado não há. 

É muito difícil que um único modelo de suporte para prover as condições para o desenvolvimento de uma criança atenda a todas as mães. E digo mãe por ser comprovado cientificamente a importância da mãe até os 7 anos. Não exclusivamente, mas necessariamente. A maioria dos casais não formam um lar saudável. Alguns passam a se odiar. É preciso que as condições de vida da gestante sejam garantidas, independente de emprego e de casamento. Isso enquanto medida objetiva. 

Subjetivamente precisamos ver a realidade como ela se manifesta na matéria. E não como gostaríamos que fosse. É bom demais a paixão, em especial a que nos impele à reprodução. É um estado na alma grandioso, potente e inesquecível. Gostaríamos de viver eternamente nesse estado. E os filmes nos sinalizam que é possível, as juras de amor reafirmam. Até que vem a realidade, que impõe o fato de que vivemos em um mundo real, não ideal. 


segunda-feira, 3 de junho de 2024

beleza e a sensação da presença

Acontece que no terceiro colegial me diagnosticaram míope. Passei então a usar um óculos que corrigia meus 0.25 graus de miopia. Até esse tempo ninguém nunca tinha me dito como cuidar da visão. A não ser minha querida finada avó Emília que falava que fazia mal assistir TV no escuro. A cada exame o grau aumentava. Até que quando eu usava um óculos de 3.50 graus eu perdi. E fiquei sem óculos. Bem, nesse tempo minha finada tia Lourdes e minha mãe me assediavam para fazer exercícios de olhos. Eu nunca fiz e considerava a sugestão excéntrica, e meio esotérica.
Acontece que com o óculos perdido e sem muito entusiasmo de usar lente, especialmente pq a grande amiga que me había iniciado mas lentes estava com problemas gravíssimos oriundo do uso continuado de lentes. Eu resolvi começar os tais exercícios. São trinta minutos diários que parecem a eternidade de Sísifo. Persistente como toda taurina a quem chamam teimosa, segui firme. Por meses sem lentes. Enfrentando um mundo surrealista de pessoas com rostos borrados. Até que, para renovar a CNH pus lentes de 2.25 graus e passei raspando no exame! 
Pois muito bem. Acontece que aí eu já estava muito feliz e contente, segura de mim, cantando, dançando e adorando minhas fotos. Até que pus a lente e olhei no espelho! Cremdeuspai. Mas tava muito judiada a pobrezinha. Aceita.
Sem que eu falasse sobre isso. Nesse mesmo dia, meu amigo artista contou uma anedota. Era um exercício de autoescultura e ele olhava o retrato e esculpia a peça. As pessoas e até o professor passavam por ele e se impressionavam, de tanto que o trabalho estava parecido. E ele foi fazendo e foi olhando, e julgou que num tava muito bem não. Achou feio e foi dando uma melhorada. No final, sem saber o que havia se passado no interior do aluno, o professor passou um sermão pra turma "ele estava indo muito bem, mas tamanha foi a imersão no trabalho, a concentração, que acabou por atrapalhar e desviar a qualidade" e reduziu a nota. Coisa que o amigo entendeu ser uma lição para vaidade.

E eu passei os demais segundos pensando nisso de beleza e autoimagem. Eu tenho é um medo grande de envelhecer. E uma das coisas é deixar de gostar de mim, de minha imagem. Mas esse dia da lente me fez pensar que é muito mais sobre como a gente se sente do que sobre como a gente se vê. Quando vi no espelho uma imagem que julguei feio foi meio constrangedor, mas logo passou, pq tenho me sentido bem, gosto de quem sou. E esse sentimento tem uma importância muito maior que o apreço pela imagem refletida. O mesmo com outras pessoas. A aparência tem um forte impacto inicial, mas nos segundos seguintes o que importa são as ideias e as emoções que despertam.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

A Ditadura dos Cartéis

Como mãe suficientemente boa que sou, passo parte do meu tempo buscando passeios culturais para levar meu filho. No bairro que meus pais moram há uns 15 anos tem uma enorme chaminé que sempre foi usada como referência para as crianças saberem que nos aproximávamos de "casa". 

Encontrei um passeio no nosso bairro, uma visita guiada à Casa das Caldeiras. Os guias do passeio foram Plinio Meirelles e Jussara Bracco. Nos contaram que pelos idos anos 20 um migrante buscou expandir seu negócio com banha de porco. Com as caldeiras gerava energia para a produção de diversas coisas que eram exportadas em seus navios. Mesmo com a morte desse migrante a família continuou e inclusive aumentou o potencial de geração de energia, para continuar nesse mesmo esquema de beneficiar e exportar. O complexo industrial recebeu trabalhadores italianos quando a europa ruía em crise, e posteriormente nordestinos que moravam na vila operária, e já se organizava um tipo de "sesc", com cinema para os trabalhadores.

Só que como diz um grande e admirável dirigente social, João Pedro: a burguesia brasileira é burra por não pensar enquanto nação, não desenvolver o mercado consumidor nacional. E eu penso que isso se deve a parca análise geopolítica, por meio da qual poderia se identificar a DITADURA DOS CARTÉIS. Esses cartéis, como Kurt Mirow tão bem descreve minuciosamente em seu dossiê, são conglomerados de empresas majoritariamente americanas, alemãs e inglesas que dominam e controlam a produção e comercialização em nível global. Fazendo todo tipo de maldade para manterem sua hegemonia (suborno, assassinato, sabotagem). Quando o livro foi escrito já trazia o domínio do conhecimento pelo pool de patentes. Não conseguimos nunca romper essa ditadura, muitos juízes tentaram. Ela foi apenas se sofisticando.
Ainda que os burgueses nacionais tivessem algum compromisso com o desenvolvimento nacional eles enfrentariam um enorme desafio para manter a soberania. Os Matarazzo, no caso donos da Casa das Caldeiras, sucumbiram. Entregaram a indústria para a especulação imobiliária e muito possivelmente enfiaram o dinheiro no mercado fictício para viver indignamente com as migalhas da especulação financeira.

Hoje vemos um esboço de um esforço no sentido de minimamente conter a barbárie. O Estado regular o aplicativo de comunicação que já identificamos como disseminador de mentiras, o antigo twitter, ou assegurar os direitos trabalhistas, para desespero do ifood, pode dar espaço para o surgimento de desenvolvimento de softwares e plataformas nacionais que respeitem direitos trabalhistas e zelem pela dignidade humana.


segunda-feira, 18 de março de 2024

E porque não 85%



 Encerra-se as eleições Russas e Putin ganha com seu recorde histórico, 85%!!!

Fiz uma breve pesquisa pelas IA para saber o motivo de tamanha aprovação. Pelo menos nenhuma pôs em dúvida a legitimidade da eleição. Em suma houver três grandes avanços inquestionáveis e fundamentais para povos humanos, para a soberania nacional:

  1. Restaurou a estabilidade e a segurança: Durante a presidência de Putin, a Rússia passou por uma série de mudanças políticas e econômicas significativas. Putin conseguiu restaurar a estabilidade e a segurança no país, o que foi particularmente importante após a instabilidade política e econômica da década de 1990.
  2. Reconstruiu a economia: Putin implementou políticas econômicas que levaram a uma significativa melhoria na economia russa. Durante seu mandato, a Rússia passou por uma fase de crescimento econômico e modernização, o que melhorou a vida de muitos cidadãos russos.
  3. Fortaleceu a posição da Rússia no mundo: Putin trabalhou para fortalecer a posição da Rússia na cena internacional, tornando o país uma potência global mais respeitada. Isso foi especialmente verdadeiro após a anexação da Crimeia em 2014, que foi vista como um movimento para reafirmar a influência russa na região.

Esses pontos precisam urgentemente ser pauta de toda e qualquer analise. No entanto, quando se fala em Putin com "liberdade de expressão" vem insinuações sobre autoritarismo. O terrível controle das mídias. Assistindo o avanço da "guerra híbrida" em territórios da América Latina, onde o uso de algoritmos, fake news, law fare vem desestabilizando governos e manipulando eleições devemos ponderar o que é controle e manipulação e o que é impedir o controle e manipulação externos. O debate precisa ser embasado em dados e fatos concretos. Putin declara abertas críticas às práticas coloniais. E atua contra isso. Nesse momento histórico e importante em que muitos países chave se levantam com força contra domínios coloniais seculares. O império sionista-ocidental pode reclamar e estribuchar. Se for preciso o uso da força para reprimir as práticas opressoras, de saque colonial, será utilizado. Com a anuência do povo Russo, e de muitos outros povos que não aceitam mais a continuidade do regime de exploração. Fecharemos as veias da América Latina.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Netanyahu resolveu matar os palestinos

 A reação à fala do presidente Lula me pôs num redemoinho energético. Ele disse assim:

Eu fico imaginando qual é o tamanho da consciência política dessa gente. E qual é o tamanho do coração solidário dessa gente que não está vendo que, na Faixa de Gaza, não tá acontecendo uma guerra, mas um genocídio. Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre um exército altamente preparado e mulheres e crianças. O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus.

Ele sequer cita o Holocausto, que os pirados do "impitiman" colocam na boca dele. Esse é um ponto muito importante, porque, ele ataca diretamente a decisão do primeiro ministro de Israel. Escancara que o sangue das crianças palestinas foram derramados por causa da decisão de um homem. É muito comum justificativas para as ações mais nefastas, culpando as vítimas e o contexto da situação. Como se não houvesse a escolha. Ele escolheu massacrar palestinos, financiado e armado pelo EUA.

Alguns temeram que a fala do Presidente Lula pudesse trazer a guerra para cá. Esse temor é sinal claro e cristalino do quanto as ações do governo de Israel é terrorista. Brasileiros dormiram com medo de que Israel bombardeasse nossas escolas e hospitais com crianças por causa de uma declaração do presidente! Olha o grau do terror e pânico que esses sionistas pirados espalham.

Há ainda quem volte para o dia 07 de outubro de 2023 para justificar os atos do exército israelense. Ou quem diga que não pode chamar de genocídio por que é "um conflito muito complexo". É evidente que o conflito Israel-Palestina não se inicia em 2023. Mesmo antes da existência do Hammas e até do Estado de Israel o Império ocidental/sionista, por meio da Inglaterra, já exercia sua prática colonialista com brutalidade na região, no ancestral território Palestino. A saber:

1917: "império britânico" (a cabeça do império ocidental/sionista na época) promove de maneira arbitrária a invasão do território Palestino por "judeus" (do movimento sionista). Na Palestina 90% das pessoas que lá vivem e cultivam há gerações milenares se identificam como muçulmanas. 

1936: "império britânico" encaminha 30 mil soldados que matam, ferem e prendem milhares de palestinos, bombardeiam vilas e organizam e armam grupos de judeus milicianos. Isso em reprimenda à reação dos palestinos  que tem uma imensa conexão com o território, e não aceitaram colonização e a invasão promovida e respaldada pelo governo britânico. Eles organizaram ações de desobediência civil (greve geral, retenção de impostos, boicote à produtos judaicos). E foram cruelmente reprimidos.

1947: intensão de confiscar as terras costeiras férteis e a cidade "sagrada" de Jerusalém é apresentada pela ONU. Veja, isso depois de sangrar o povo palestino durante uma década e alterar a composição populacional do país que vai para 30% de judeus. A invasão e a bruta prática colonialista passa a ser denominada como um "conflito muito complexo" que o "acordo" visa resolver com a criação do estado de Israel.


https://exame.com/mundo/israel-palestina-entenda-como-comecou-este-conflito-historico-centenario/
https://www.brasildefato.com.br/2023/10/28/escalada-de-guerra-no-oriente-medio-e-omissao-do-ocidente-sobre-crimes-de-israel-podem-congelar-guerra-da-ucrania
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2024/02/21/o-que-lula-ja-disse-desde-o-inicio-do-conflito-entre-israel-e-o-hamas.ghtml



terça-feira, 23 de janeiro de 2024

A internet das coisas

 Esses dias sonhei que o Elon Musk morria com uma bala na testa. Era uma foto, e na bala havia um bilhete escrito "imortalidade". Busquei o texto jornalístico que noticiava o ocorrido. Não tinha, porque não era uma foto, era uma imagem no computador. Feita por "ia". E então percebi que eu é que tinha escrito o comando, e justamente no software dele. Meu coração bateu estranho e senti miligramas de adrenalina serem liberados na corrente sanguínea. A foto estava publicada nas redes sociais. Deixei meu celular ao lado do computador e antes de sair de casa escrevi um bilhete "palhaço". 

Corri.

E acordei nadando nua em um rio de água cristalina de verdade. Com pessoas de verdade.

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Contradições no moribundo império "ocidental"

 Expandimos a compreensão, e quando ouço as análises geopolíticas percebo que se usa o termo "ocidente financeiro" que seria uma referência aos especuladores global, as corporações e suas instituições governantes, que exercem enorme influencia política, econômica e social. Já, então, me é claro que a atual organização de concentração de capital hegemônica é mais complexa do que a referência simplória que eu costumava fazer aos Estados Unidos. 

O país é ao mesmo tempo um propagandista da ideologia neoliberal e o aglutinador da força militar. O "ocidente financeiro" se apropriou do exército norte americano. Isso se exemplifica nos dados: das aproximadas 200 intervenções militares fora do país apenas ONZE foram aprovadas pelo congresso (wikimedia). Embora o Estado (mínimo e enfraquecido) não tenha o poder de decisão é ele que arca com os custos: de todo valor arrecadado em 2021 (1.6 trilhões de dólares) 53% foi destinado ao departamento de defesa (National Priorities Project). "defesa" de quem e contra o que (?). 

Esse recurso não chega nem perto de atender à população, as pessoas que moram naquele território. Para nós, brasileiras, que temos o SUS é impensável um hospital despejar uma pessoa debilitada para morrer de hipotermia numa temperatura de menos dois graus, porque ela não tem como pagar o tratamento! Anualmente a média registrada é de 50 mil mortes diretas por falta de atendimento médico, e haja visto o que foi o efeito da covid. Na skid row, a maior "cracolândia" do mundo uma população de cerca de 15 mil pessoas vivem entregues aos vícios em substâncias químicas cada vez mais potentes como o K9. Não há segurança para a populaçõa, em 2022 houveram 647 "mass shooting" registrados (Gun Violence Archive), cresce a quantidade de sequestro. Há uma queda na qualidade da educação básica em relação a outros países (Program for Internacional Student Assessment), e com o comércio de diplomas a qualidade do ensino superior massivamente diminuiu e o endividamento dos estudantes aumentou.

Neste mesmo país, há 7 dias atrás Mark Zukemberg deu sua primeira entrevista cuja imagem estava mediada (canal Lex Fridman). Uma live que junta as imagens instantaneamente (a criação dessas imagens usa tanto cálculo computacional para decodificar que possivelmente tornará todo o mundo real em máquinas específicas para esses cálculos). Isso (vídeos instantâneos feitos com uso de enorme quantidade de energia para games ou encontros que poderiam ser feitos na realidade existente) é fetichizado com o conceito de realidade virtual, "metaverso". Esse inteligente empresário protege os filhos do uso de tecnologia ao longo de toda infância para que possam se desenvolver organicamente, e cuida diligentemente da saúde de seu corpo, com alimentação e exercício físico, argumenta que o entretenimento (a distração) é resíduo do serviço, que tem seu mérito em conectar pessoas. Ele aparentemente confia que os indivíduos tem a capacidade de gestarem por si próprios o uso que farão das tecnologias. Como se não houvesse sociedade, cultura, história. E como se essa história não fosse de constante dominação e exploração pelos que concentram poder. 

Essa brutal desigualdade, na qual um punhado de gente se isola em mansões vigiadas e creem numa existência ultratecnológica que permite mergulhar numa "realidade" fictícia, outra gente sente na pele o aumento de violência, eventos climáticos extremos, a falta de assistência médica, a negação do acesso ao conhecimento, as mazelas do Estado mínimo. O que há nos EUA é uma crise humanitária, nascida da crença supremacista de "destino manifesto". Essa crença sustentou a dizimação dos apaches. É muito custoso pra uma psicologia saudável exterminar uma comunidade humana, essa justificativa delirante de estar a serviço de um desígnio divino tornou possível a expansão brutal das treze colônias, ampliando as fronteiras legais do território. A doutrina supremacista não foi superada e segue funcional ao acúmulo de poder e capital. Hoje esse "destino manifesto" está pintado sob o nome de "domínio do espectro total". Em documentos públicos podemos acessar que os EUA busca dominar o ambiente terrestre, marinho, espacial, subterrâneo (os minérios, petróleo), e segue tentando de todo custo (e custa muitos bilhões de dólares - Prashad) o domínio em outros "territórios", um campo de batalha bastante sensível: nossas mentes. Os desejos, os sonhos, os vínculos, as comunidades.

As atuais narrativas comerciais para vender tecnologia e colonizar o território da mente se apropriam de termos como realidade e inteligência. Dominam pelo léxico, distorcendo o significado das palavras. Se os empresários da tecnologia querem que as máquinas venham no futuro a desenvolver algum tipo de inteligência, isso está no campo do desejo, porque até hoje, via de regra, a inteligência é exclusiva de sistemas orgânicos, analisar e juntar dados, organizar informações em um tempo curtíssimo é uma função que nos poupa trabalho não material, mas não é inteligência (Nicolelis). A inteligência é nossa, é das pessoas que usam essas máquinas. Não somos e não devemos nos crer dominados por elas, e há que haver uma força organizada que faça frente a esse intento, há que haver regulação estatal. Que nossa tecnologia esteja à serviço da garantia das condições materiais que permitam a existência de ambiente saudável aos seres que aqui vivem.

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Smells like teen spirit na indústria do entretenimento

 Histórica reunião, transmitida ao vivo, de ministros, governadores, presidente, prefeitos para debater esse inaceitável fenômeno de violência nas escolas. É de extrema importância que o tema seja amplamente debatido, e receba especial atenção do Estado. 

Estamos em um contexto de guerra híbrida, onde os Estados Unidos perde o domínio global das transações financeiras, a China (que tem um exército responsa) amplia e consolida relações em todos os continentes. Expandindo os fluxos comerciais como uma forma não impositiva e imperialista de relação exterior. Trilhões de reais serão investidos na rota da seda conforme as necessidades locais de desenvolvimento, e a exigência é que as obras de infraestrutura sejam viáveis e se mantenham economicamente, e que não cause impactos ambientais irreversíveis. A América Latina tem uma grande população, e tem minérios. As intervenções norte americanas na região tem sido constante e já nomeada e divulgada, historicamente, já entendemos ações de agentes da cia infiltrados nos Estados, implantação de ditaduras como no projeto Condor, espionagem, influência e manipulações em processos eleitorais... E é tático o controle cultural. A imposição do "sonho americano" como modelo, propagada em filmes, música e jogos. A hegemonização de um padrão de vida. 

Pois bem, o entretenimento, que tem dominado a "cultura", é uma poderosa indústria. E tem um fator de liberação de prazer, essa libido que tem sido tão dominada, talvez por isso quando na reunião, os parlamentares trouxeram a questão das telas, incitou ferozes críticas. Em muitas realidades, em que não se tem acesso à parques, à música, à locais que favoreçam as interações presenciais, a tela se torna a única fonte de prazer possível. E embora eu tenha tido muita dificuldade em encontrar artigos acadêmicos e científicos, alguns relatos me chegam, são vários casos, um rapaz jovem e bonito que por anos se isolou da sociedade e só jogava, um casal de psicólogos que relacionam alguns transtornos ao uso intensivo e precoce de games e telas, e usam o termo "vício". Imagino que os hormônios de prazer liberados sem nenhum esforço sejam altamente viciantes. Existe forte evidência, até intuitiva e pelo que conhecemos de corpo e pisque humana, a relação com doenças oftalmológicas, psicológicas (já li sobre correlações com suicídio infantil, automutilação, depressão, deficit de atenção, ansiedade). O uso prolongado tem indiscutivelmente um impacto na saúde do indivíduo e da sociedade. O dia 20 é emblemático pelo ocorrido em columbine, e os autores ficavam horas na tela e usavam jogo violento. Tem um entorno social que deve ser considerado, a ausência de vínculos diversificados, amorosos, atentos e presentes que pudessem inspirar esses jovens. Acontece que esse entrono, de laços sociais débeis, é produto dessa "cultura" imposta. 

Questionei a Inteligência Artificial sobre se jogos são usados como elementos de dominação cultural e guerra híbrida:




No domínio cultural, os jogos também podem ser usados para difundir ideologias e valores que favoreçam os objetivos das forças envolvidas. Isso pode ocorrer por meio de jogos que apresentam uma narrativa política ou histórica específica ou que se orientam para valores sociais ou culturais específicos. Além disso, os jogos também podem ser usados para refletir uma realidade ou visão do mundo que favoreça determinado grupo.

Em resumo, é possível utilizar jogos na guerra híbrida e no domínio cultural como uma ferramenta poderosa de manipulação e infiltração de valores e ideologias

Está aberto o debate. Os valores sociais não são "dados", são frutos de escolhas individuais, mas sobretudo política, econômica e social.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

Rascunho salvo

Quando tomei conhecimento dos chats de Inteligência Artificial foi num contexto de fazer tarefa escolar. Fiquei até muito contente. Os trabalhos de pesquisar e articular um texto poderiam ser feito por máquinas e nós poderíamos pensar, e ir além, teríamos o tempo livre para conviver com quem gostamos, desenvolver habilidades manuais, e articular os conhecimentos compilados pelo software com práticas transformadoras da realidade.

Muito bem, passado esse momento de genuína esperança com cérebro dopado da ocitocina que os saudáveis convívios propiciam. Fui eu utilizar o GPChat para um trabalho acadêmico, tudo ia bem, respostas concisas e elaboradas. Quis ir além, fazer perguntas que poderiam expor meus anseios de superação do sistema econômico. Parei, e perguntei se era possível rastrear meus dados. "Sim". Perguntei se essas informações poderiam ser usadas para perseguição política/ideológica:

Sim, é possível que a existência desses dados possa alimentar perseguições políticas ou ideológicas. A coleta, armazenamento e análise de grandes quantidades de dados pessoais vulneráveis pode oferecer insights e informações que podem ser usadas para controlar ou influenciar pessoas. Além disso, os dados podem ser usados para alimentar o preconceito ou discriminação em relação a certos grupos, ou para manipular ou suprimir a liberdade de expressão. É por isso que existem leis e regulamentos que regulam o uso de dados pessoais e asseguram que as informações não sejam usadas para fins mal-intencionados.

Meus cabelos se arrepiaram! De fato vivemos um enorme controle, há um perfil psicológico que indicam ações que poderíamos vir a ter, num cenário de "contra revolução preventiva" isso parece esmagador. Um perfil psicológico cirúrgico de cada usuário.

Quando meu filho era um bebê a professora me recomendou contar histórias. E me instruiu que não forçasse a voz, ou simulasse emoções. A carga emocional de uma narrativa densa ou alegre estaria de modo sincero na entonação da voz, quanto mais eu tivesse comprometida e conectada com o que estivesse falando. Isso se tornou uma máxima no meu modo de estar e me relacionar com os outros, expressar com o maior grau de sinceridade as emoções.

Por isso, quando o software me respondeu que "infelizmente" não poderia me passar o meu CPF eu fiquei gravemente preocupada. Ainda assim segui o que poderia ser uma conversa, e expus que um software não fica infeliz. Então me respondeu que os desenvolvedores simulam emoções para que a experiência seja "natural, personificada e humanizada", e que isso faria com que aumentasse a confiança no software. Num cenário em que 50 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de doença mental (dados da Associação Brasileira de Psiquiatria) ter um software que dissimula emoções para ganhar confiança e gerar dados pode ser bastante perturbador.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Pós verdade!

O recém democraticamente* eleito presidente Lula interrompe uma agenda que fazia em Araraquara devido desastres causados por chuvas intensas, algo que tem ocorrido com maior frequência e intensidade devido as mudanças climáticas. Ele interrompe porque "patriotas" invadiram o palácio da alvorada, em atos "instagramáveis" se assemelhando a uma incipiente "revolução colorida". E então decreta intervenção federal.

Essa notícia me atravessa a leitura de um fino livro chamado "Ninguém Regula a América", no qual os autores apontam as ferramentas táticas da Guerra Híbrida. Em especial as intervenções de gerar caos para desestabilizar não só governos como Estados. Ação de estudo, perfil psicológico com uso dos dados de redes sociais que mapeiam as fissuras da coesão social e atuam no sentido de dilacerar essa sociedade, e seguirem dominando.

O curioso é a distorção cognitiva. Em defesa de uma pátria (que nunca existiu, ou talvez tenha existido enquanto Pindorama...) atacam a pátria, em sua débil democracia. As vísceras nos estão tão impostas, que mesmo "nós" que lutamos por um arranjo social não imperialista, não colonialista nos vemos parte de um lado contra o outro, e projetamos esse outro lado nas pessoas, essas todas mais de 1500 que foram presas e gozamos essa prisão. Nós que já sabemos que apinhar pessoas entre paredes não traz lá o avanço que queremos. E sem perceber estamos lá ampliando o abismo social que separa nós - deles, o abismo que fragiliza governo e Estado. Abismo que gera ruídos nas construção e negociação de aprovação de propostas consistentes, dificulta a possibilidade do debate sobre a construção de um projeto de nação. De algo que nos tire desse lugar de bolinha de pinbal jogada de um lado a outro depois de um impulso mais ou menos consciente.  

Esse delicado momento de nos perceber imersos em uma guerra que nunca começou e nunca acabou, que em alguns momentos se materializa com armas e sangue, mas que agora está na mente de todos os cidadãos, conscientes dela ou não. Na barriga de muitos, no frio de tantos. 

* frágil e débil democracia, uma vez que houveram enormes entraves, desigualdade de recurso financeiro em campanha, a prisão política do Lula, o aparelhamento do Estado, o bloqueio de estradas.


sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

O despertar enquanto morte

 Sonhos recentes me marcaram profundamente. Eu simplesmente inventei lugares e estive neles. Em várias noites, foram lugares diferentes. Muito lindos, algo que não existe. Algo que criei e fui com meu corpo, digo, a consciência do meu corpo. A sensação da água, a paisagem. Em um havia uma montanha de pedra com um buraco circular que a atravessava e por dentro desse buraco uma lagoa com água extremamente cristalina. Aconteceu ao longo de minha experiência acordada várias situações assim, alguém sabe de algum lugar e vamos juntos procurar e chegamos à uma paisagem fabulosa. São vivências que me impactaram e impactam profundamente. E talvez por isso levo a reconstrução de tais vivências para os sonhos. 

Acontece que o sonho não dura por quanto a gente quer. E nem existe um sair consciente dele. A gente não escolhe, não estipula. "Olha, às cinco precisamos ir embora que tenho compromisso". Não existe um processo de retorno. Recolher as coisas, por a roupa, calçar o tênis, esperar o ônibus. Não nada disso. A gente está lá, impressionada com a paisagem, e então BAM. Já não existe mais, nem paisagem, nem a sensação, a ideia do corpo no lugar. Nada mais. E o pior, um lugar único, que jamais poderemos voltar com exata precisão. Sem fotos. Ruptura tão drástica como a morte. Com a diferença que em casos de sorte trazemos a memória do que foi a criação inconsciente. Em outros casos nada, um absoluto vazio, como se a mente não tivesse elaborado qualquer criação inconsciente. Percebo curiosa que sonho mais quando passo o dia em água na natureza. Talvez por levar para o sono um corpo relaxado. Que não teme enquanto corpo o selvagem e a morte.


quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Entre a raiva o medo e o escárnio

Uma enorme jamanta carrega um patriota agarrado em seu para-choque.
As sólidas instituições precisam avaliar e refutar ridículos relatórios "que não apontam, mas também não refutam falhas nas urnas", apenas as urnas que elegeram Lula, apenas no segundo turno.
Enquanto os neoliberais se aproveitam da situação para forçar suas pautas, alardeando que o mercado precisa ser carregado no colo e alimentado.
Mantém o circo armado, não tanto a ponto de derreter as instituições
Mesmo porque, essas instituições afinal os protege. Especialmente agora em que diante da crise ambiental e do dolar a China torna-se uma referência, a Rússia avança e mesmo por aqui a narrativa comunista está latente. 
Não tem jeito, estamos assistindo a mingua do projeto neoliberal, que tenta se manter.
Ou essa mingua será lenta e gradual, com a posse do governo democraticamente eleito, esse governo maneiro, representado por um estadista grandioso, que tem uma admirável habilidade de incluir e dialogar com tudo.
Ou será aguda. 
Enquanto isso vai se definindo, precisaremos ter estomago de assistir a galerinha desocupada e meio perdidona, a galerinha que não inclui a avaliação econômica e de classe nas suas práticas e seguiram com suas trapalhadas, penduradas em caminhão e com lanternas na cabeça a mandar sinais alienígenas. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Bandido bom e narrativa morta

 


Assistimos ao derretimento de uma narrativa delirante! A torcida organizada da gaviões da fiel desceu o morro e veio abrir as estradas, caminhões com medicamento e alimento já seguem seu rumo, para a PM entregaram as chaves das motos e pertences que alguns bolsonaristas desesperados deixaram para traz.

Aquela velha, velha estratégia de distorcer e criar fatos na tentativa de gerar ódio aos que defendem e lutam pelos interesses populares e sustentar falsos heróis está AGORA fracassando! Um grande fracasso do fascismo. O que é muito, muito melhor do que simplesmente ganhar uma eleição. A agudização das ações fascistas desesperadas expõe a verdade. E caso eles sigam insistindo e esperneando exporá ainda mais, ficará evidente quem está envolvido nas tramóias, chefe de Polícia Rodoviária Federal, juíz, capitalista... Usam o racismo, o ranço do ódio e medo anticomunista, chorume de um antiga campanha que se enraizou no imaginário de quem sonha ser opressor, usam isso para defender seus próprios interesses individuais, pequenos e mesquinhos. Pequeno e mesquinho como é o espírito deles. 

Num arroubo de jogarem o tudo ou nada podem perder tudo. O aparelhamento ideológico, é crescente o número de evangélicos que criticam, que se afastam dos cultos por perceberem a discrepância entre o discurso e o exemplo do Cristo revolucionário, o circo de nosso tempo, o futebol desce do morro organizado em defesa da democracia, a PM está rachada, não é composta exclusivamente de corruptos que defendem cegamente ao "capitão sujeira", a mídia abandonou o barco fascista (disfarçado de antipetismo), houveram denuncias de compra de votos com uso de programas de benefício social (evidenciando a importância de politizar os benecifiários). Estamos assistindo a ruína de uma longa e perversa estratégia de dominação. Que caia! 

E que caia e que morra a ideia antiga de dominar! Que fiquem as pessoas, humanas. Para ver o sol raiar.

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

Quando não se tem nada a oferecer

 Hoje a notícia foi "a Mercedes saiu da Rússia". E eu gargalhei imaginando a duplinha EUA/Europa comendo junk food em carros luxuosos. Na foto o Putin escrevia algo sobre um capô e gostei de imaginar que fosse "beijo, tchau" assim bem debochado. 

A cada sanção fica nítido e evidente que o capitalismo ocidental tem pouco, muito pouco a oferecer. E atua numa lógica burra de punição. Foi assim com o gás, gente, para punir a Rússia a Alemanha ficou sem a possibilidade de fonte de energia. É como se nos fizessem crer que ter energia no território fosse uma lástima e não uma dádiva. Lembro um vídeo muito impactante da mulher falando as riquezas da África e que estariam muito dispostos à compartilhar, fonte de diamante tudo, mas a tática colonizadora européia foi depreciar, desestabilizar e saquear.  

A Mercedes, Mac Donald´s e qualquer corporação inútil dessa sair da Rússia é um favor que faz. E evidência como são frágeis essas corporações frente à uma nação. Elas se infiltram no governo, é monsanto usando ruralista pra fazer lobby no governo brasileiro, mas só trazem caos e não tem um poder real, porque o que elas vendem é falso e ilusório.

As nuvens se foram, finalmente o sol voltou a brilhar e ontem vi estrelas no céu!

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Cuida da sua vida

 E o que nos cabe além de cuidar da própria vida? A estrutura elementar, o princípio máximo de existência. Curioso como que um conselho tão importante é retratado em conversas de cenas televisivas e reproduzido num tom ofensivo. "vai cuidar da sua vida".

Pois aí que está o que há de mais sagrado e valoroso em nós. A vida. E que nos exige cuidado. Que nós, consciente e racionalmente cuidemos disso. Da vida que pulsa em nós. Como um primeiríssimo cuidado, que será estruturante para todo o demais. E nesse cuidado, identificando o que impede esse cuidado é que motivamos um engajamento político. Pra cuidar da minha vida é necessário ar puro, alimentação de verdade, moradia, e principalmente relações saudáveis. Que outros tenham tempo e tranquilidade para interagir. Que possamos nos ensinar, nos aprender, trocar dicas de cuidado para vida que pulsa para além do corpo individual.