terça-feira, 17 de maio de 2011

Pizzaria Cassino


Desde de domingo (08/05) o Thiago queria porque queria ir à pizzaria.
É dia das mães, vamos levar sua mãe, eles nunca saem, vai ser legal, é gostoso etc... dizia ele.
Acontece que quem sai às 7 da manhã viaja 250Km de ida, e o mesmo na volta, pra fazer compras no Chui, e naturalmente já não é muito chegado em comer fora, não se anima em sair.
- E aí, vamos?!
- Pelo amor de Deus Thiago, você tá é louco! - respondeu a dona Lídia, já com uma cenoura na mão pra preparar a sopa de "tudo o que tiver na geladeira".
Notadamente chateado ele resmungou pra mim: no seu aniversário a gente vai...
Claro que sim!!!
Acontece que chegado o dia do aniversário, quando voltamos pra casa havia uma cozinha sem sopa e com alguns salgadinhos e lanches enfeitando a mesa!
Ainda daria pra irmos a pizzaria, se não chegassem os amigos que de fato acataram o meu "cola lá em casa comer um bolo", sorte que tinha o bolo, pois eu achava que num ia ninguém!
Bom, não tão chateado dessa vez ele continuou aguado...
Foi quando na 4ª eu pensei, "não terá jantar em casa", e propus, Bizzi (abreviação de bizulego) vamos a pizzaria hoje!
Ah que legal, vamos sim!
Ok, mas como a diferença da média pra grande é tão pequena vamos pedir a grande e garantir o café da manhã, ou ainda o jantar do Mauro.
Feito! Come, paga, leva... blza...
Chegando em casa como sempre, é aquela festa, os cachorros se abanam e como era meu aniversário (pelo menos terça tinha sido) o thiago que abriu o portão, e deixou a porta do carro aberta, é claro que o Gurila e o Jacques vieram me dar "olá", eles me amam!
Bem, o tempo de por o carro pra dentro, gira em torno de 30 segundos... e muito melhor por carro e cachorro de carona, acontece que na hora de sair da carona ninguém se manifestou...
Como estava escuro o Thiago teve que chegar mais perto do banco de trás antes de gritar:
-Aaaah, mas que caralho, Gurila...
Foi quando ele tirou um caroço de azeitona e tacou na cabeça do Gurila que eu entendi o que havia acontecido...
hahahahhahahha
Eles devoraram 1/2 pizza em 0,5 minuto! e o pior, no banco de trás do carro!!!
O bom foi que eles não vomitaram no meio da noite como se previa....

sábado, 7 de maio de 2011

Graus de Consciência

"Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultâneamente. Temos apenas um que, porém se divide em três regiões distintas. Tome-lo como se fosse um castelo de três andares: no primeiro situamos a "residência de nossos impulsos automáticos", simbolizando o sumário vivo dos impulsos realizados; no segundo localizamos o "domicílio das conquistas atuais", onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos "a casa das noções superiores", indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e meta superior a ser alcançada. Distribuímos, desse modo, nos três andares, o subconsciente, o consciente e o superconsciente. Como vemos, possuímos, em nós mesmos, o passado, o presente e o futuro."

Do livro: No Mundo Maior
de Francisco C. Xavier.
ditado por André Luiz

domingo, 17 de abril de 2011

Coragem


Faz algum tempo que eu venho pensando, prestando atenção, esperando um tópico bom o bastante pra ser postado no blog! E como uma coisa leva a outra...
Na sexta, meu namorado perguntou se eu poderia espera-lo fazer natação depois da facul. Claro, que sim! Entretanto, não havia levado o material de leitura para monografia, bom, não tive dúvidas, dei uma passada na biblioteca, e entre um e outro escolhi "Breve Romance de Sonho" de Arthur Schnitzler (sim, o que inspirou o filme "De Olhos Bem Fechados").
Bem, pra resumir a história, Fridolin fica com ciúme, de algumas confissões da mulher, e sente-se desconfortável em voltar pra casa. Em algumas passagens ele utiliza os termos coragem e covardia. Ele se questiona se foi covardia não brigar com um jovem que esbarrou e riu dele. Se foi covardia ter belas jovens ao seu alcance e não trair sua mulher, mesmo louco de ciúme.
O que eu penso é que pra mim é mto óbvia a resposta, agora. Não, precisa ter coragem pra se atracar numa briga, ou pra desfrutar prazeres carnais. Precisa de coragem para engolir uma ofensa, em nome da paz.
Claro, eu não pensei sempre assim, foi um processo interessante essa minha mudança de conceito.
Alguns anos atrás assisti com meu namorado e um grupo de amigos ao filme "Crash - No Limite" (muito bom por sinal) e em certo momento do filme, um policial pára um casal e pede pra que eles desçam do carro e começa a passar a mão na mulher, o marido não reage e eles vão embora.
Foi uma polêmica, uns, como eu, ficaram com muita raiva do marido, onde é que já se viu deixar aquilo acontecer a própria mulher, ser ofendida e humilhada.
Eu precisei de ficar uma noite em claro pra entender o ponto de vista do meu namorado:
O marido precisou de muito mais coragem pra (não aceitar, mas) não reagir, e ele o fez em nome do amor que nutria pela esposa, qualquer reação e ele poderia ser preso, ou agredido, ou morto, ou inclusive ela poderia sofrer mais.
Não sei se consegui me expressar, mas acredito que às vezes nosso conceito de coragem é imposto e se não questionarmos teremos um valor da vida deturpado.

sábado, 5 de março de 2011

Bolacha Integral



Café da manhã de fim de semana é tudo de bom, pode durar hoooras, dá pra ser feito no alpendre, com calma e dá pra pensar!

Foi num desses, comendo um pacote de bolacha integral que tive um pensamento bem inspirador. Bem, o maior ponto de discórdia entre meu namorado e eu é: comportamento humano! Eu acho que o mundo é rosa e que todas as pessoas são boas ou, se esforçam para isso. Ele, por sua vez acha que são todos interesseiros, falsos e maldosos, e que “bonzinho só se fode”. Bom, onde ele inclui a si próprio e a mim, eu ainda não sei, talvez seja no limbo!

O fato é que passo cada minuto procurando um bom argumento para convencê-lo. E eis que hj eu reparei em um que a muito passava desapercebido. É a bolacha integral. Veja se concorda comigo:

Há alguns anos atrás, tipo 50, acho que as pessoas deviam ter nojo de comer grãos e biscoitos integrais em geral, bem, comida de pássaro. E então, o tempo foi passando. Não sei bem porque, alguém se decidiu em pesquisar grãos e sementes, e começou a brotar a idéia de que isso poderia fazer bem a saúde. E começou, tb não sei bem porque, surgir a necessidade de se cuidar da saúde. As pessoas passaram a ter essa preocupação, buscaram e confiaram em opiniões cientificas, e passaram a buscar alimentos integrais!

Isso, mudou o mundo! Sim, mudou o comércio, que começou a olhar pra essa procura, como uma forma de ganhar dinheiro, sim, mas as pessoas, com um interesse bom, tiveram o poder de mudar a Nestlé que faz minha bolachinha de embalagem fosca.
Ok, isso nos mostra muitos fatores positivos acerca do sentimento humano e do
caminho da humanidade!

Primeiro: as pessoas mudam, para melhor! Sim, elas tiveram o discernimento de optar por alimentos menos prazerosos, e mais saudáveis, passaram a respeitar seus corpos, abdicar da “vida louca”.

Segundo: apesar de não parecer NÓS, mandamos na economia e no comércio e não somos simplesmente marionetes do marketing!

Claro, muitas questões ainda estão em aberto. Podes argumentar que o motivo da pesquisa foram fazendeiros que queriam lucrar com um produto fácil de cultivar. E que as pessoas aderiram aos tais alimentos saudáveis para terem corpos esculturais, numa cultura vazia e materialista. Mas, bem, é tudo questão de ponto de vista.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Deus.


Eis um tema delicado, que eu muito preferiria deixar apenas para minha caixola... Entretanto, fiquei sabendo da história de um rapaz: ele foi criado como católico e achava um absurdo as pessoas não acreditarem em Deus, acontece que ele cresceu, passou por experiências que todos passamos, começou a trabalhar e não pensou mais no assunto, até que sua mãe apresentou um câncer. Bom, essa é uma doença de fato muito da desagradável, tanto que o fez desacreditar em Deus, afinal uma mulher tão boa quanto a sua própria mãe não poderia passar por aquilo.

Tá, na hora eu pensei, faz sentido, ele pensou, minha mãe é boa e não é justo que passe por isso, ou Deus não é justo ou Ele não existe. Tudo bem coitado, acho que essa revolta interna e silenciosa deve acontecer com muitas pessoas... Mas aquilo ficou em mim, algo estava errado, tinha de estar, e eu fiquei remoendo a situação.

Ei, espera aí... o cara era católico, ele conhecia a história de Jesus e mesmo assim acreditava num Deus justo, então quer dizer que o filho de Deus, exemplo máximo de ser humano pode sofrer horrores que tudo bem, mas a mãezinha dele, aí não... interessante...

Isso sem contar que nos muitos livros espíritas que li a doença pode ter várias causas, e aparentemente nenhuma delas é injusta ou descabida. É óbvio que passar por uma provação dessa não deve ser nada fácil, mas temos que enfrentar os problemas com resignação.

Eu pensei ainda, se você fosse Deus, seja lá Isso o que for, e você quisesse ensinar a uma pessoa a virtude da paciência, por um acaso você a colocaria num mosteiro isolado nas montanhas indianas? Onde ela jamais teria a oportunidade de usar de sua paciência? Ou colocarias ela no centro de São Paulo como atendente do SUS, ou como ouvinte de reclamações no telemarketing?

Sei lá, prefiro pensar que estamos aqui para aprender e evoluir, e todo problema é uma oportunidade de praticar nosso aprendizado.