Eu meio que acredito nessa parada de ter uma missão para realizar na terra. Mas, isso sempre me deixou muito incomodada, pois eu não sabia qual era a minha. Eu imaginava que iria descobrir um dom, algo que eu realizasse maravilhosamente bem sem muito esforço... mas, isso nunca aconteceu, e o pior, me levou a desistir de muitas coisas. Por exemplo, na primeira aula de bateria (pintura, ballet, natação, equitação, piano, coral, educação física, taekwondo, capoeira etc) o professor não disse "Uau, você é muito boa nisso!", então, logo desisti.
Falando agora parece meio imbecil, mas na minha cabeça adolescente e sem muito auxilio fazia sentido, e era fácil. Mas, o tempo foi passando, as opções foram diminuindo, e nada em que eu me destacasse apareceu.
O que aconteceu foi que todo mundo tem que fazer faculdade, no Brasil é assim que funciona, vc deve primeiro fazer faculdade, para depois saber o que fazer com ela. E o pior, vc nem sabe que curso escolher.
Enfim, por algum motivo (algo entre amar praia e me sair melhor nas exatas) escolhi fazer oceanologia. Amei o curso, mas... me formei. Ainda não tinha muuuuito claro o que fazer da minha vida, tinha alguma ideia, mas como a oferta de emprego por aqui é rara e tenho alguma resistência em ir a Sampa ou Rio, me meti no mestrado. E bem, agora sim, eu me achei, quero ser ambientalista. Sei que ainda é algo abstrato. Mas, o que eu queria mesmo era escrever nesse post o que me levou a me descobrir, para poder dar a dica a um filho ou sobrinho...
Bom, acho que o primeiro passo é perceber o que mais nos incomoda. Qual é o problema com o mundo que mais nos preocupa. No meu caso foi o meio ambiente. Dentro dessa grande preocupação/tema, devemos achar onde nos encaixamos, levando em conta nossas vocações. Só assim nos sentiremos satisfeitos, e com a sensação de missão cumprida, ou em vias de, como é o meu caso. Podemos nos sentir parte da sociedade e trabalhar por ela de maneira genuinamente útil.
o questionamento e a reflexão nos tornam mais conscientes, plenas, felizes, questionadoras e reflexivas!
sábado, 21 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
obstáculos!
Eu costumava ter uma visão de que as coisas simplesmente acontecem, devemos deixar o destino agir quando se trata da nossa vida! Então, quando algo dava errado eu dava de ombros e pensava "não era para ser". Se eu não achava alguém quando procurava: não era para falarmos. E desistia, simples assim!
Mas aí, as coisas não aconteciam, eu não resolvia meus problemas, eu os abandonava e comecei a me questionar se na verdade isso não era destino e sim preguiça. Comentando isso com minha sogra ela me disse "quando as coisas dão errado aí é que eu tento mesmo, como se fosse um desafio". Fiquei pensando nisso...
Um amigo meu, prestou concurso para ser bombeiro, passou bem colocado, foi para prova prática, amou o lugar, as pessoas, sentiu que queria mesmo fazer aquilo, sentiu que lá era seu lugar. Entretanto, antes de sair o resultado um motorista o acertou, enquanto andava de bicicleta, ele teve a "sorte" de só ter alguns ossos quebrados (seu amigo morreu). Teve que ficar sem andar e perdeu a vaga. Algumas pessoas, da linha conformista de raciocínio, disseram, "bem, não era pra você ter passado, talvez não seja pra você ser bombeiro". Mas, acontece que ele sentiu, é isso que ele quer.
Agora, analisando essas histórias eu penso que talvez os obstáculos sejam uma maneira de provarmos nossos interesses, desistir no primeiro tombo, convenhamos, não é querer de fato. Não seria uma conquista, não haveria mérito.
domingo, 8 de abril de 2012
Referencial

Eu sempre digo que o que mais gosto em acampar é de como minha casa fica melhor, mais luxosa, toda vez que retorno!
Meu chuveiro funciona melhor, nem penso em reclamar do tamanho do banheiro, ele fica me parecendo perfeito. Mas, veja bem, eu não gastei um tostão com meu lar, eu nem sequer estive nele, o que eu mudei foi minha percepção.
Talvez com tudo na vida seja assim. O problema daquela pessoa, não é a pessoa em si, e sim o modo como a encaramos.
Talvez o mundo não seja tão ruim assim... mas, a visão diária das notícias e comentários do senso comum nos levem a ter uma visão de mundo e humanidade totalmente equivocada (ou seria melhor parcial?).
Não digo que o mundo não tenha problemas, ou que devemos nos manter alheios a eles.
Minha casa continua a mesma, com a mesma mancha na parede, o mesmo piso quebrado e banheiro pequeno, só que agora eu foco mais na maravilha de um chuveiro quente, uma cama confortável e uma cozinha todinha pra mim!
domingo, 18 de março de 2012
Lixo Extraordinário

http://www.youtube.com/watch?v=udpDCiLrg4k
Lixo Extraordinário!
Já é meio antigo (2010), e eu já tinha visto (e me impressionado com) as fotos, mas só hoje vi o documentário, que basicamente pulou no meu colo, não sei bem dizer como.
Enfim, a história é toda inacreditável, fantástica! Começa com um artista plástico dos EUA que nasce numa família pobre de São Paulo. E ele resolveu fazer arte para ajudar as pessoas, planejou fazer retratos de pessoas que trabalham no aterro, com lixo.
Bem, achei muito intenso o documentário como um todo, é excelente, mas me chamou muita atenção o final daquelas pessoas, esse trabalhou mudou a cabeça delas. Parece muito positivo, chegar a uma pessoa com uma condição de vida subumana e mostrar outra realidade a ela, tirar "o espesso véu da ignorância", parece completamente positivo. Mas, e o depois? Como ela vai voltar para aquela realidade com esse novo olhar? Seria como eu, ou você, começar a viver numa situação dessa...
Bem, no final, pelo pequeno texto que exibiram dando um parecer de cada um, parece que ninguém cometeu suicídio, como eu previa.
Bem, no final, pelo pequeno texto que exibiram dando um parecer de cada um, parece que ninguém cometeu suicídio, como eu previa.
Outro ponto interessante é: como os nossos problemas se tornam pequenos e insignificantes perto de uma realidade tão brutal quanto essa. Eu praticamente não dormi depois de dar uma aula que não foi tão fabulosa quanto eu gostaria. Será isso um problema realmente grande?
Por fim, o que fica mais forte pra mim é que separar o lixo no conforto do meu lar, é pensar no final da "cadeia produtiva" e ajudar a tornar um pouco mais digna a vida de quem vive da reciclagem.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Los Mensajes de Los Sabios
Eis que decidimos fazer uma grande viagem, meus pais, meu amor e eu. Para minha satisfação pessoal teríamos que ver os Andes e o Pacífico, meu pai fazia questão de conhecer o sul do Chile. Assim, partimos a bordo de um peugeot por um caminho de 8.000 Km... Sim, é km pra caramba, e para me distrair levei o livro que estava lendo: Férias... é uma leitura simples e logo terminei. Em Santiago minha mãe me mostrou muito contente o livro que havia comprado, em espanhol para treinar: Los Mensajes de Los Sabios, de Brian Weiss. Como esse é o autor de Muitas vidas, muitos mestres que minha sogra adora, resolvi folhá-lo para me distrair da paisagem monótona e desértica das estradas Argentinas.
O autor é um psiquiatra adepto da regressão para curar as pessoas por meio do reconhecimento de que somos almas divinas e imortais, assim, não há razão para temer ou entristecer nessa vida. Vida essa que nada mais é que um exercício, uma disciplina como tantas que cursamos na universidade.
Estamos aqui para aprender e não para sofrer, a lição principal é o amor incondicional. Assim, a forma de tratarmos os demais é infinitamente importante, muito mais do que acumulo material. Podemos estar sujeitos a influencias hormonais ou padrões comportamentais, mas essas tendências podem ser superadas com a tomada de consciência. Devemos dedicar tempo e energia a outra pessoa, dedicar toda nossa atenção e consciência à relação e seus problemas, a relação é mais importante que a televisão, que essa revista, que esse artigo. É extremamente importante respeitar a felicidade do próximo, nunca dizer nada que possa diminuir essa felicidade, comunicar-se sem julgar, sem criticar.
Temos que nos livrar do medo, todo e qualquer medo. O medo faz com que nos isolemos, ergamos um muro ao nosso redor. Normalmente, temos medo do que os outros podem pensar a nosso respeito, de como nos julgarão, medo de fracassar. Não há porque ter medo se nos abrirmos ao amor incondicional e anularmos nosso ego.
Numa tradução livre segue um trecho:
“Seja mais espiritual. Dedique mais tempo a rezar, a dar, a ajudar aos demais, a amar. Expresse generosidade e amor. Livre-se do orgulho, do ego, do egoísmo, da raiva, da culpa, da vaidade e da ambição. Passe menos tempo acumulando coisas, preocupando-se, pensando no passado ou no futuro, causando dano aos demais ou demonstrando qualquer tipo de violência.
Não aceite nenhuma idéia antes de questioná-la com sua intuição. É algo que fomenta o amor, a bondade, a paz e a união? Ou algo que promove a separação o ódio, o egocentrismo e a violência?
Você é imortal e está aqui para aprender, para saber mais, para ser divino. O que aprender aqui seguirá com você após a morte, não poderá levar nada mais. O reino do céu está em nosso interior. Deixe de buscar gurus, em vez disso busque a si mesmo. Não tardará a encontrar seu próprio lugar.”
Eu tenho muita dificuldade em saber o que é Deus, mas acho que é o amor, essa poderosa energia que flui por tudo. Está dentro de nós, e quando dizem as características de deus eu encaro como sendo minhas próprias, e que eu só preciso manifestá-las. Todos podemos ser misericordiosos, bons, etc...
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