quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

imperialismo de PAX

Nessa complexa teia emaranhada, aqui, lá, amplo, pontual, com tantas análises e camadas de poder, é difícil entender. Chamo imperialismo esse poder externo que se impõe. Tateio uma organização imperialista, por meio dos conglomerados de corporações, vislumbro seu funcionamento econômico (livro: Cadeias de Valor: o novo imperialismo econômico e ditadura dos carteis) e também político. Ao dominar toda uma nação, os EUA. E por meio deste formar um poder bélico, balizar as transições econômicas pelo acordo de Bretton Woods, e  domínio da energia: monopolizando o petróleo e impedindo o desenvolvimento de energia nuclear. PAX AMERICANA.

Com bastante entusiasmo vi emergir da revolução popular um dragão gigante capaz de fazer frente ao domínio. Um dragão que se articula e coopera em uma organização poderosíssima BRICS. Que passa a desdolarizar suas transações comerciais.

A Rússia, terra onde se provou que em poucos anos um "bando de pobres, analfabetos, beberrões" desenvolveram tecnologia e força militar, está enfrentando com vantagens um braço do império, a OTAN.

Na América Latina de modo bastante ousado, a Venezuela em 1999 sob comando de Hugo Chávez realiza, também uma revolução popular: institui uma democracia participativa por conselhos populares, nacionaliza o petróleo, rechaça a dominação da Doutrina Monroe. 

Burkina Faso se levanta, passa a se organizar internamente, se apropria de suas próprias riquezas minerais (muito ouro). 

Eu construía uma alegre certeza de que o caminho inevitável seria um "mundo multipolar" no qual as nações compartilhariam tecnologia e realizariam trocas. Os EUA seria um país, como outros, com a vantagem de seu vasto território. Rebolo cantando "down, down, down the hight society".

Mas então, em poucas horas roubam o presidente... E eu não sei bem o podemos fazer com toda consciência avançada...

Ainda assim, os EUA seguem fracos economicamente, com dívidas. E possivelmente iniciando uma guerra civil. Poderia seguir em minha alegre firmeza ideológica, se não fosse um novo monstro chamado PAX JUDAICA. A ser sediada em Israel. Onde se concentra tecnologia bélica e o sistema de vigilância mais absurdo já visto. Uma amostra de sua tamanha frieza e desumanidade supremacista foi vista no laboratório Palestina, o domínio de recursos essenciais como a água. A proposta para a substituição do domínio americano por algo ainda mais sombrio... 

E me pergunto, ainda com manchas de esperança, uma aliança EUA/China/Russia? Vai haver visita de Trump na China em abril desse ano, e com o coração sobressaltado fico em expectativa. Tentando não me paralisar dedico à costurar a sociabilidade imediata, organizar cooperação na produção de alimentos saudáveis, relações saudáveis de respeito e potência.