quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Catástrofe geral


Ontem foi um dia cheio, acordei cedo, tomei o café da manhã com meus pais, arrumei as malas (com muitos palpites da minha mãe "Leva esse xarope pra tosse, é ótimo"), ajudei no almoço. Comemos juntos, ajudei com a louça e fui ao aeroporto. Uma hora de espera, duas de voo, pega van, passarela, trem, chega na rodoviária, mais uma hora de espera e 5 de ônibus, sabendo que amanhã o despertador toca às 7, para estágio, monografia e aula até às 18:50...
A parte boa é ser apanhada do ônibus, pelo namorado e cachorros amados! Chegar em casa com o jantar pronto, especialmente para mim.

Bom, acontece que sou especialmente noiada com minhas horas de sono, tenho verdadeiro pavor de ficar cansada ou com dor de cabeça, então na primeira oportunidade que tive pulei na cama.
Mas o Bizzi, que não tem essa noia toda me perguntou da luminária (eu nem sequer pensei em desfazer as malas). "Está na mala preta". "Ué, porque ela está com óleo?", comecei a desenvolver esse enigma mentalmente enquanto ele achava que eu grosseiramente estava querendo dormir. "Putaqueopariu o xarope!" levantei correndo enquanto gritava muito aborrecida "o vestido, o vestido". Ele, sem entender muito bem foi atrás de mim. Peguei o vestido, que uma cunhada (com quem tenho uma relação delicada por nossas diferenças, uma vez que ela se preocupa com as coisas dela(!) havia me emprestado, e comecei a molha-lo na pia, muito puta temendo ter manchado o vestido lindo que não era meu e que pretendo usar na formatura. "Bom, sorte que eu vi agora" ele tentava ver as coisas positivamente. Depois de umas enxaguadas, voltei a mala tirar o maldito xarope, quando vejo livros melecados. "Os livros" berro ainda mais aborrecida, como se fosse possível, pego-os, quase chorando e tento limpar as capas. "Mas, que xarope é esse?" "De tosse, minha mãe me deu." "E você tá com tosse?", resmungo qualquer coisa e continuo incontrolavelmente alimentando minha raiva. "Nossa, vc não sabe o estado do seu sapatinho de camurça". Acabo a tentativa de limpar as capas, um pouco mais aliviada pelo conteúdo dos livros estar acessível, mas ainda muito puta pelo vestido, e me enfio na cama. "Você num vai nem ver o sapatinho?" "Ah meu, que se f@$#" "Puxa, é o presente que minha mãe te deu...".

Agora, sinceramente, e daí se a porra do vestido pegar fogo?! O que aconteceria? "Puxa Ju, foi mal, posso te comprar outro vestido, algo que substitua? Por favor, jamais me empreste naaaada nessa vida." E bem, teria que comprar outra coisa pra por na formatura... nada demais.
Mas porque, por favor, poruqe é que eu fiquei tão descontrolada, tomada de raiva e desespero, como e o vestido fosse um filho recém-nascido que eu tivesse deixado cair do colo... e se fosse o filho, também não deveria haver desespero, fatalidade... onde foi parar toda minha filosofia zen, meus estudos espíritas, meu yoga, por um vestido com melado que eu nem sequer sei se manchou de fato. É assustador ser humano, incapaz de controlar os próprios sentimentos e pensamentos, e até palavras e ações...

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