segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Ilhabela

Ainda lido com a ideia de não estar no Cassino. No Rio Grande do Sul. Me assusto com essa velocidade paulista. É fácil sentir a intensidade do capitalismo, ele permeia as relações humanas, fica no ar que os valores são outros. A exclusão da diversidade, o ter que se agiganta perto do ser, como se isso fosse óbvio. A veja sendo considerada fonte de informação o.O
E ainda tem a incomoda e desconfortável pergunta: Dá onde você é?
Já não sei responder. Sei que nasci em São Paulo. Vivi mais tempo em Araçoiaba da Serra/Sorocaba. Mas, me formei e me consolidei em Rio Grande! Da onde sou?

Com 3 meses de ilha começo a identificar o charme do lugar. É uma associação engajada na causa animal aqui, um bar alternativo e com história ali*, uma ONG forte e consolidada voltada pra cultura popular, um discurso sóbrio da assistente do judiciário na conferencia da assist. social, um evento com pegada anárquica que domina a orla a cada 45 dias, e em especial, uma equipe técnica em assistência social afim de fazer coro à participação popular.
E desse modo, conhecendo ilhabelenses caroneiros de opinião afim, vou me tornando um pouco mais ilhabelense também. Me incluindo nesse espaço tão visado. Me identificando no brilho dos olhos dos que sonham, e que vivem ideologias e vislumbres de uma sociedade justa, livre, fraterna.



*o Casa Aberta no Perequê funciona nas estruturas da 13ª casa da ilha, lugar que funcionou como casa de parto, trazendo à vida muito dos caiçaras!

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