quarta-feira, 22 de abril de 2015

A gaiola de ouro

- Temos liberdades diferentes. Sua selvageria agora é prisão. Você diz que busca liberdade, mas é incapaz de ver que talvez seja eu mais livre que você. Enquanto geme por igualdade e justiça se priva de usufruir privilégios. Deixe aos que precisam a luta. Quando você toma uma voz ela se cala. A gaiola de ouro prende os idealistas fora do conforto. A brilhante gaiola da liberdade fabricada. Essa em que você orgulhosamente se recusa a entrar. Na corrente dos ideais humanistas, na busca obcecada pela verdade. Eu, livre do conceito de bem comum aproveito os serviços e favores, os prazeres e recursos. Livre que sou para comprar. Comprar coisas e pessoas, paisagens e confortos, compro e consumo, e pago a vista ou parcelado. E como, degusto e saboreio vidas sorrindo, pois sou livre da compaixão. Livre da dor que sentes na contemplação de olhos tristes. Sua dor para mim é poesia. Que eu compro e consumo. A maldade está em ti que me julgas de um altar ético e moral. Eu sou livre para ter sabor e prazer onde você enxerga opressão, injustiça e sofrimento. Me regozijo com isso e assim continuarei. Não venha por em mim suas algemas, pois eu não me importo com os que sofrem, nem que seja você, meu bem.

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