sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Deus.


Eis um tema delicado, que eu muito preferiria deixar apenas para minha caixola... Entretanto, fiquei sabendo da história de um rapaz: ele foi criado como católico e achava um absurdo as pessoas não acreditarem em Deus, acontece que ele cresceu, passou por experiências que todos passamos, começou a trabalhar e não pensou mais no assunto, até que sua mãe apresentou um câncer. Bom, essa é uma doença de fato muito da desagradável, tanto que o fez desacreditar em Deus, afinal uma mulher tão boa quanto a sua própria mãe não poderia passar por aquilo.

Tá, na hora eu pensei, faz sentido, ele pensou, minha mãe é boa e não é justo que passe por isso, ou Deus não é justo ou Ele não existe. Tudo bem coitado, acho que essa revolta interna e silenciosa deve acontecer com muitas pessoas... Mas aquilo ficou em mim, algo estava errado, tinha de estar, e eu fiquei remoendo a situação.

Ei, espera aí... o cara era católico, ele conhecia a história de Jesus e mesmo assim acreditava num Deus justo, então quer dizer que o filho de Deus, exemplo máximo de ser humano pode sofrer horrores que tudo bem, mas a mãezinha dele, aí não... interessante...

Isso sem contar que nos muitos livros espíritas que li a doença pode ter várias causas, e aparentemente nenhuma delas é injusta ou descabida. É óbvio que passar por uma provação dessa não deve ser nada fácil, mas temos que enfrentar os problemas com resignação.

Eu pensei ainda, se você fosse Deus, seja lá Isso o que for, e você quisesse ensinar a uma pessoa a virtude da paciência, por um acaso você a colocaria num mosteiro isolado nas montanhas indianas? Onde ela jamais teria a oportunidade de usar de sua paciência? Ou colocarias ela no centro de São Paulo como atendente do SUS, ou como ouvinte de reclamações no telemarketing?

Sei lá, prefiro pensar que estamos aqui para aprender e evoluir, e todo problema é uma oportunidade de praticar nosso aprendizado.

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